23 de setembro de 2009
Honduras: A crise é boa, para expor nossos "democratas"
14 de setembro de 2009
Lula e o molusco
Roraima é um universo paralelo onde tudo é diferente. Aqui os ricos apanham da polícia e políticos inauguram "internet rápida" numa escola em greve. Enquanto isso, artigos desmentem o Ibope e classificam Lula como o pior presidente da História (!). A imprensa, com seu doutorado em Antropologia, decide que os índios não são originários da região e citam a referência bibliográfica: o jornal Valor Econômico.
Uma natureza assustadoramente bela, ameaçada por velha aristocracia rural que aboia uma massa ignara conduzida a pão e circo. Isto é Roraima. É a vida é de gado (Zé Ramalho) de um polvo sem controle sobre os próprios tentáculos.
8 de setembro de 2008
Jornalistas são ameaçados em Roraima
Boa Vista -
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Roraima (Sinjoper) vem a público repudiar a atitude do prefeito de Pacaraima e presidente da Associação dos Rizicultores, Paulo César Quartieiro, pela maneira desrespeitosa com que tratou o jornalista Leandro Freitas, do jornal Monte Roraima.
No legítimo dever de ouvir os dois lados e primando pela ética jornalística, o repórter tentou entrevistá-lo para colher informações sobre uma matéria/denúncia sobre um possível loteamento irregular de terras na Maloca do Barro (Surumu), na qual Paulo César Quartiero era citado.
Apesar de o repórter ter procurado o senhor Paulo César Quartiero apenas com a intenção de ouvir sua versão do fato, já que a denúncia foi feita formalmente por 65 lideranças indígenas da Raposa Serra do Sol, protocolada e encaminhada à Funai em Roraima e Brasília, ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Justiça e ao Conselho Indígena de Roraima, o mesmo foi desrespeitoso e tentou desmoralizar tanto o jornalista quanto o veículo de comunicação para quem ele trabalha, proferindo inclusive palavras de baixo calão.
Mais uma vez a Imprensa vem sendo desrespeitada e cerceada do seu papel fundamental que é levar a informação precisa para a população.
Novamente, reafirmamos o compromisso do Sinjoper em lutar pela liberdade de expressão, esse preceito constitucional que, a cada dia, vem sendo desrespeitado em todas as esferas da sociedade.
O Sinjoper mais uma vez está acompanhando de perto esse fato lamentável e estará sempre atento para defender a categoria.
A DIRETORIA
29 de agosto de 2008
Isto é Roraima
24 de março de 2008
Faça o que eu digo, não o que faço.
13 de dezembro de 2005
Outra visão
| Boa Vista - Em Roraima acontecem coisas que só mesmo as cabeças mais pensantes explicam. Inversões de valores, quebras de regras (nem todas importantes ou fundamentais) e a prática de uma forma de lavagem na mente das pessoas que, muitas vezes, as deixam sem condições psicológicas para analisar com insenção determinados fatos. Para exemplificar o que escrevo vou dar dois exemplos de acontecimentos ocorridos e bem divulgados pela mídia local. O primeiro aconteceu há alguns meses, quando agentes da Polícia Civil resolveram acabar com uma rinha de galos numa fazenda nas proximidades de Boa Vista e prender aqueles que cometiam o crime. Os policiais chegaram, deram o flagrante e quase foram colocados dentro da rinha para serem linxados pelos participantes da brincadeira de mau gosto, onde quem sofre são os animais. Os agentes foram ameaçados e tiveram que tomar atitude dura para conter a revolta dos "membros da sociedade roraimense". Para surpresa geral, no dia seguinte alguns veículos de comunicação colocaram os criminosos como vítimas e os policiais como agressores. A desculpa foi uma só: todos os que participavam da rinha pertenciam a famílias tradicionais e tinham total direito de fazer o que bem entendem, sem se preocupar com a lei que deve servir para todos sem distinção. O segundo exemplo é o assunto da moda em Boa Vista. Meia dúzia de políticos e grandes latifúndios esperneiam, reclamam e protestam porque o Incra está fazendo o que deveria ter sido feito há muito tempo. Pessoas que não tiveram condições de manter seus lotes (por culpa do próprio Incra) e outros que agiram de má fé, resolveram vender suas terras sem respaldo legal, porque fazia parte de um programa de reforma agrária voltado para famílias comprovadamente carentes. Resultado: a justiça tarda mais não falha. Aqueles que compraram os lotes estão sofrendo ações na Justiça pelo simples fato de terem agido de forma contrária a Lei. Mais uma vez a mídia local sai em defesa de poucas pessoas em detrimento das milhares que continuam penando para manter suas famílias, sem apoio político e de políticos. Sem apoio do Incra, do governo, seja qual for, e da imprensa. Não é comum os jornais ou telejornais mostrarem matérias dizendo que há atrasos no pagamento de benefícios para aqueles que resolveram enfrentar o mato, os insetos e as doenças que são naturais dessas regiões. Enfim, é duro ver e engolir a elite soberana manipular fatos, criticar o certo e transformar o erro em acerto. Mas mudança pode estar bem perto de nós. Esse é um exemplo. |