Boa Vista - Imagine acordar às quatro da madrugada ouvindo gritos desesperados na casa ao lado. Imagine perguntar a um rapaz e duas moças com os rostos desfigurados pela dor o que houve e receber como resposta que houve uma desgraça e a Força Tática da Polícia Militar matou Sandro Borges, seu primo de apenas 16 anos.Imagine levar a sua afilhada, irmã de Sandro, até o 1° DP e depois até o Pronto Socorro dizendo-lhe apenas que o menino levou um tiro e está internado. Imagine seu choro ao ouvir a confirmação da morte pela bala da PM.
Imagine ligar para a mãe do rapaz pedindo para vir ao Pronto Socorro e somente lá, frente a frente, informá-la da morte do filho primogênito.Imagine a solidão de ser o primeiro da família a ver na "pedra", embrulhado em um saco plástico negro o corpo rígido de seu primo, notar os buracos causados pela bala no braço esquerdo e no tórax, perceber sua palidez, lembrar que o viu na barriga da mãe, das muitas vezes que o carregou no colo, de como falava muito e alto, de sua extroversão, da sua paixão pela informática.
Imagine ter de comunicar a morte aos tios, dividir a responsabilidade de falar com a polícia técnica e ouvir, uma hora e meia depois, o rapaz que o acordou de madrugada dizer que ainda não havia conseguido prestar queixa.
Imagine entrar na casa de seus avós maternos às sete horas da manhã para comunicar-lhes, malditas lágrimas incontidas, que a PM chegou para apartar uma briga sem o devido preparo e atirou para cima, acertando Sandro, que estava escorado no parapeito da pizzaria, bem longe da confusão.
Agora, tente ouvir os gritos desesperados da avó e visualizar o avô caindo no sofá, em estado de choque. Avance um pouco no tempo e tente entender o que dois supostos investigadores da Força Tática tanto insistem em querer conversar com o médico legista, ouvi-los dizer ao pai do rapaz que sabem de sua dor e lamentam o ocorrido.
Abra um parêntese para ouvir e ver o pai do menino lembrando de cada frase dita no seu último encontro, na sexta-feira 25, de como se tratavam, das gírias do filho, de seu tão próprio "valeu, men!", das noites jantando juntos, das confidências, de como quer justiça.
Feche o parêntese, espere seis horas pela liberação do corpo, providencie o velório, tente comer um pouco apenas para não cair de fraqueza, vá até o local da cerimônia e note como o menino era querido pelos colegas de escola e festa. Perceba a estupefação no rosto de dezenas de adolescentes, ouça seu choro, seus questionamentos sobre a ação da polícia, olhe no outro lado da rua, sentado na calçada, ainda desesperado, o rapaz que o levou até o Pronto Socorro e conta ter sido fechado três vezes pelo carro da PM, que não queria que levassem o corpo para ser atendido.
Abra novo parênteses e ouça, na segunda-feira 28, o comandante da PM dizer que há sempre várias versões em todo caso, todas sempre contraditórias, mas a "concreta" é a contada pelos seus subordinados. Tente distinguir aonde vai parar o inquérito da corporação e note as nuances de tendenciosidade.Enterre seu primo, console seus familiares, ouça as palavras dos amigos antes de fecharem a cova, a voz desesperada do pai. Volte para casa e converse com seu avô, escrivão e delegado de polícia na época do Território Federal de Roraima. Imagine o esforço que ele faz, prostrado na cama, para murmurar que na segunda seguinte iria com o menino checar preços de computadores para presenteá-lo. Acrescente a isso que aquele domingo fatídico era para ser um dia de festa e passeio familiar no sítio de amigos para comemorar o nascimento, no mesmo dia, de mais uma prima de Sandro.
Agora, resuma tudo isso no desconforto trazido pela realidade da morte, na estúpida esperança do retorno da normalidade, de que tudo foi um sonho, na lembrança recorrente de momentos passados juntos com o menino, quando ele falava bobagens ou quando parava ouvir histórias de adultos. Acrescente o medo de que algo assim atinja outros parentes e está o formado o quadro das famílias de Sandro, chamado em casa de Taffarel e na rua de Ômega.
Depois de todo este esforço, lembre que este é o terceiro ou quarto caso de morte envolvendo policiais civis e militares neste ano e pense para onde vai todo o dinheiro investido na capacitação destas pessoas.
29 de novembro de 2005
25 de novembro de 2005
Até a desgraça tem seu lado bom...
Divinópolis/MG - Meninada,
se existe alguma Mãe neste momento lendo o Ciberdissidência, favor pronunciar... pois farei uma pergunta muito séria:
Alguma de vocês teria coragem de entregar a própria filha para a polícia?
Quem disse que não, mudaria de idéia ao saber que sua filha vendeu a câmera de vídeo da família e dentro dela, um vídeo caseiro pornô estrelado por você?
Pois é, isso aconteceu de verdade no Canadá.
Uma garota, que precisava de dinheiro, vendeu a câmera da família, sem saber que dentro dela, acompanhava uma produção de pornô caseiro de sua, até então, "inocente mamãe" e seu namorado.
A mãe só se deu conta que a câmera havia sumido, quando seu namorado lhe contou que o vídeo estava circulando pela cidade e revoltada com isso, chamou a polícia e acusou a filha de roubo.
Quando a polícia chegou, a garota admitiu que pegou o aparelho do quarto da mãe e o vendeu para um amigo por 100 libras (R$ 380, aproximadamente), mas ficou horrorizada com a mãe ao saber de suas fantasias sexuais.
Na verdade, acho que essa mãe deveria repensar no que fez a filha. Nem tudo foi ruim. Imagina só, se essa menina fosse brasileira?
Ela teria assistido ao filme, vendido a câmera, teria feito chantagem, cobraria resgate pela fita e depois que recebesse o dinheiro, ainda colocaria o filme na Internet.
Por isso que sempre digo: "Até a pior desgraça tem seu lado bom!"
se existe alguma Mãe neste momento lendo o Ciberdissidência, favor pronunciar... pois farei uma pergunta muito séria:
Alguma de vocês teria coragem de entregar a própria filha para a polícia?
Quem disse que não, mudaria de idéia ao saber que sua filha vendeu a câmera de vídeo da família e dentro dela, um vídeo caseiro pornô estrelado por você?
Pois é, isso aconteceu de verdade no Canadá.
Uma garota, que precisava de dinheiro, vendeu a câmera da família, sem saber que dentro dela, acompanhava uma produção de pornô caseiro de sua, até então, "inocente mamãe" e seu namorado.
A mãe só se deu conta que a câmera havia sumido, quando seu namorado lhe contou que o vídeo estava circulando pela cidade e revoltada com isso, chamou a polícia e acusou a filha de roubo.
Quando a polícia chegou, a garota admitiu que pegou o aparelho do quarto da mãe e o vendeu para um amigo por 100 libras (R$ 380, aproximadamente), mas ficou horrorizada com a mãe ao saber de suas fantasias sexuais.
Na verdade, acho que essa mãe deveria repensar no que fez a filha. Nem tudo foi ruim. Imagina só, se essa menina fosse brasileira?
Ela teria assistido ao filme, vendido a câmera, teria feito chantagem, cobraria resgate pela fita e depois que recebesse o dinheiro, ainda colocaria o filme na Internet.
Por isso que sempre digo: "Até a pior desgraça tem seu lado bom!"
23 de novembro de 2005
Ciberdissidência tá na moda
Belo Horizonte - Até o escritório das Nações Unidas na Suiça (Genebra? Será que foi o Clóvis Rossi??) já acessou o Ciberdissidência. Somos lidos no Canadá, na Suécia e na Ucrânia; nos Estados Unidos, em Portugal, no Uruguai e na Alemanha. Os contadores dispararam, mas já aumentamos o número de servidores para atender aos usuários. Já recebemos propostas da Microsoft e do Google, mas não estamos à venda. Abaixo, os últimos acessos ao melhor blog coletivo de todos os tempos da última semana, devidamente contabilizados pela Nedstat.
1. 22 November 11:36 United Nations Office, Switzerland
2. 22 November 11:36 Kiev Navigator, Ukraine
3. 22 November 13:34 Comcast Communications, United States
4. 22 November 16:48 CTBC, Brazil
5. 22 November 17:27 Embratel, Brazil
6. 22 November 18:29 Telemar, Brazil
7. 22 November 21:42 Virtua Net, Brazil
8. 22 November 21:46 Virtua Net, Brazil
9. 22 November 21:49 Optimum Online, United States
10. 22 November 21:56 Virtua Net, Brazil
1. 22 November 11:36 United Nations Office, Switzerland
2. 22 November 11:36 Kiev Navigator, Ukraine
3. 22 November 13:34 Comcast Communications, United States
4. 22 November 16:48 CTBC, Brazil
5. 22 November 17:27 Embratel, Brazil
6. 22 November 18:29 Telemar, Brazil
7. 22 November 21:42 Virtua Net, Brazil
8. 22 November 21:46 Virtua Net, Brazil
9. 22 November 21:49 Optimum Online, United States
10. 22 November 21:56 Virtua Net, Brazil
22 de novembro de 2005
Lúcio Flávio Pinto
Do sítio Coalizão Rios Vivos
Manaus - O jornalista paraense LÚCIO FLÁVIO PINTO, editor do Jornal Pessoal, necessita do apoio incondicional da opinião pública brasileira por ser vítima permanente de perseguições e injustiças em represália à sua determinação de buscar a verdade no cumprimento dos preceitos universais do jornalismo. Entre os que querem calar Lúcio Flávio encontram-se os dirigentes do grupo de comunicação Organizações Rômulo Maiorana (ORM) e representantes da Justiça do Pará.
Acesse a matéria e assine a lista em favor do jornalista.
21 de novembro de 2005
João Kléber, de novo
Belo Horizonte - Rei absoluto da baixaria na televisão, João Kléber foi responsávelpor deixar a Rede TV quase 25 horas fora do ar na semana passada, causando prejuízo descomunal. Dizem que foi bom enquanto durou, mas não tive o prazer de ver a emissora fora do ar. A medida só atingiu à transmissão por sinal aberto. Pena. Agora faltam o Pânico na TV e o TV fama.
17 de novembro de 2005
11 de novembro de 2005
7 de novembro de 2005
Irresponsabilidade
Divinópolis-MG: Meninada,
apesar de sempre escrever (no Cantin do Jô e no Jornal MAGAZINE) textos com uma linha mais humorada, infelizmente neste, eu não terei o mesmo prazer.
Semana passada, aconteceu um acidente de automóvel em uma estrada próxima de minha cidade. Até aí, para mim, seria apenas mais um infeliz acontecimento, se não fosse minha ligação com uma das vítimas.
Ayla Borges, de apenas 15 anos, neta do cantor Gino (Gino e Geno), morreu ao ter o carro onde viajava, atropelado por um caminhão cegonha.
O acidente foi uma completa irresponsabilidade do motorista da cegonheira, que além de não ter prestado socorro, ainda estava errado em mais dois fatores:
1 - As cegonheiras são proibidas de viajar durante a madrugada.
2 - A cegonheira estava na contra mão, tentando ultrapassar uma carreta de bebidas.
Espero que me entendam, mas não agüento ouvir dizerem que acidentes assim são culpa do governo, que não investe em boas estradas.
Concordo que o governo tem lá sua parcela de cupa, mas aí eu te pergunto: E quanto à irresponsabilidade dos motoristas brasileiros? Será que o governo tem culpa disso também?
Gostaria apenas de deixar um alerta: Quando for viajar, viaje com cuidado. Não arrisque sua a vida, ou pior, não coloque suas noites de sono em risco, ao se lembrar que poderia ter evitado matar pessoas inocentes, se soubesse o significado de uma palavra que deve ser a eterna aliada do motorista: a REPONSABILIDADE.
apesar de sempre escrever (no Cantin do Jô e no Jornal MAGAZINE) textos com uma linha mais humorada, infelizmente neste, eu não terei o mesmo prazer.
Semana passada, aconteceu um acidente de automóvel em uma estrada próxima de minha cidade. Até aí, para mim, seria apenas mais um infeliz acontecimento, se não fosse minha ligação com uma das vítimas.
Ayla Borges, de apenas 15 anos, neta do cantor Gino (Gino e Geno), morreu ao ter o carro onde viajava, atropelado por um caminhão cegonha.
O acidente foi uma completa irresponsabilidade do motorista da cegonheira, que além de não ter prestado socorro, ainda estava errado em mais dois fatores:
1 - As cegonheiras são proibidas de viajar durante a madrugada.
2 - A cegonheira estava na contra mão, tentando ultrapassar uma carreta de bebidas.
Espero que me entendam, mas não agüento ouvir dizerem que acidentes assim são culpa do governo, que não investe em boas estradas.
Concordo que o governo tem lá sua parcela de cupa, mas aí eu te pergunto: E quanto à irresponsabilidade dos motoristas brasileiros? Será que o governo tem culpa disso também?
Gostaria apenas de deixar um alerta: Quando for viajar, viaje com cuidado. Não arrisque sua a vida, ou pior, não coloque suas noites de sono em risco, ao se lembrar que poderia ter evitado matar pessoas inocentes, se soubesse o significado de uma palavra que deve ser a eterna aliada do motorista: a REPONSABILIDADE.
1 de novembro de 2005
Cultura
Boa Vista - Nos últimos meses a população brasileira vem acompanhando uma enxurrada de denúncias de naipes diferentes que deixa qualquer cidadão de cabelos ouriçados. Os jornais, telejornais, programas de rádio e revistas mostram que no Brasil se criou a cultura de levar vantagem e a maioria dos políticos adotou essa conduta como praxe.
O interessante é que os políticos, claro que com algumas exceções, parecem não estar nem um pouco preocupados com o que possa acontecer. A impressão que fica é que eles estão imunes a qualquer ataque, seja da Justiça, seja do eleitor na hora do voto. Essa introdução é para falar a respeito da relação dos aprovados para receber o Bolsa Escola. O projeto, teoricamente, deveria ser usado para ajudar estudantes carentes e que têm dificuldades para pagar as mensalidades dos cursos que estão fazendo. Era preciso comprovar que o beneficiado carente preenchia todos os requisitos amparados pela lei aprovada na Assembléia Legislativa.
O fato é que depois de aprovado e sancionado o projeto passou a ser usado politicamente. O primeiro erro foi colocar a Secretaria de Trabalho e Bem Estar Social à frente do “negócio”. A Lei é clara e define que a Secretaria de Educação é a responsável pelo desenvolvimento do projeto. O segundo erro foi a forma de se cadastrar e selecionar as pessoas carentes com direito ao benefício. Conheço pelo menos cinco pessoas que se quer foram visitadas para saber das reais condições financeiras e que tiveram seus nomes rejeitados. Conheço, também, outras que constam na lista e que não precisam de tal benefício. Acontece que resolveram usar o projeto como instrumento de barganha política. Seria mais ou menos assim: você ganha x bolsas e em troca você me ajuda mais na frente.
O Ministério Público Estadual já está investigando o caso e em breve novos fatos virão à tona. Não será surpresa se alguns nomes conhecidos do metier político estiverem envolvidos. Com mais essa denúncia, fica claro que “ninguém” teme a Justiça, que “ninguém” está preocupado com o ético, com o moral, com transparência e com honestidade. Fica claro que o que vale é ganhar, nem que para isso prejudique outros mais necessitados. Mas o pior é saber que nada vai acontecer, que a cultura do “toma lá, dá cá” impera. Mesmo assim vamos continuar escrevendo, falando e cobrando ações das autoridades responsáveis pela Justiça e daqueles que elegem esses crápulas para o Poder. Está na hora de exigir um basta nessa bandalheira toda.
O interessante é que os políticos, claro que com algumas exceções, parecem não estar nem um pouco preocupados com o que possa acontecer. A impressão que fica é que eles estão imunes a qualquer ataque, seja da Justiça, seja do eleitor na hora do voto. Essa introdução é para falar a respeito da relação dos aprovados para receber o Bolsa Escola. O projeto, teoricamente, deveria ser usado para ajudar estudantes carentes e que têm dificuldades para pagar as mensalidades dos cursos que estão fazendo. Era preciso comprovar que o beneficiado carente preenchia todos os requisitos amparados pela lei aprovada na Assembléia Legislativa.
O fato é que depois de aprovado e sancionado o projeto passou a ser usado politicamente. O primeiro erro foi colocar a Secretaria de Trabalho e Bem Estar Social à frente do “negócio”. A Lei é clara e define que a Secretaria de Educação é a responsável pelo desenvolvimento do projeto. O segundo erro foi a forma de se cadastrar e selecionar as pessoas carentes com direito ao benefício. Conheço pelo menos cinco pessoas que se quer foram visitadas para saber das reais condições financeiras e que tiveram seus nomes rejeitados. Conheço, também, outras que constam na lista e que não precisam de tal benefício. Acontece que resolveram usar o projeto como instrumento de barganha política. Seria mais ou menos assim: você ganha x bolsas e em troca você me ajuda mais na frente.
O Ministério Público Estadual já está investigando o caso e em breve novos fatos virão à tona. Não será surpresa se alguns nomes conhecidos do metier político estiverem envolvidos. Com mais essa denúncia, fica claro que “ninguém” teme a Justiça, que “ninguém” está preocupado com o ético, com o moral, com transparência e com honestidade. Fica claro que o que vale é ganhar, nem que para isso prejudique outros mais necessitados. Mas o pior é saber que nada vai acontecer, que a cultura do “toma lá, dá cá” impera. Mesmo assim vamos continuar escrevendo, falando e cobrando ações das autoridades responsáveis pela Justiça e daqueles que elegem esses crápulas para o Poder. Está na hora de exigir um basta nessa bandalheira toda.
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